A ouija online leva o tabuleiro clássico para o ecrã. Conserva o essencial, o alfabeto, os números, o Sim e o Não e um ponteiro que percorre as letras, mas muda a forma de jogar: não é preciso reunir um grupo, preparar o quarto nem esperar pela noite. Joga-se sozinho, a qualquer hora, no telemóvel ou no computador.
O que muda em relação ao tabuleiro físico
Na ouija tradicional várias pessoas apoiam o dedo no ponteiro e este desloca-se pelo chamado efeito ideomotor: pequenos movimentos involuntários das mãos que ninguém reconhece como seus. Na versão online não se toca em nada. É o próprio jogo que move o ponteiro, letra a letra, e a resposta vai sendo escrita por baixo do tabuleiro. Isso elimina a dúvida de sempre, quem está a empurrar, e transforma a experiência em algo mais parecido com uma consulta do que com uma sessão.
A outra grande diferença é o ambiente. O tabuleiro de madeira pede escuridão, velas e silêncio; o ecrã não pede nada. Ainda assim, muitos jogadores recriam esse clima porque faz parte do jogo: baixar a luz, pôr auscultadores e levar a sessão a sério faz com que as respostas se vivam de outra maneira.
O tabuleiro
O tabuleiro da ouija online reproduz o desenho clássico: as letras do alfabeto em dois arcos, os números de 0 a 9 por baixo, as palavras Sim e Não nos cantos superiores e dois símbolos que representam o Bem e o Mal, com os quais a entidade pode responder de forma positiva ou negativa sem soletrar. O ponteiro, também chamado master, é a peça que assinala cada letra; na versão do Esoterium é possível mudar a sua forma à medida que se acumulam pontos.
Como se joga, passo a passo
Primeiro escolhe-se quem invocar: um espírito, um demónio, ou deixar que o acaso decida. Pode escrever-se um nome concreto ou deixar o campo vazio e deixar que a entidade se apresente. Depois carrega-se em invocar e o tabuleiro fica à espera.
Com a entidade presente, escreve-se a pergunta no campo de texto e carrega-se em perguntar. O ponteiro começa a mover-se, para em cada letra e a palavra aparece escrita por baixo. Pode encadear-se quantas perguntas se quiser na mesma sessão e, ao terminar, convém fechá-la com o botão de despedida: na ouija, física ou online, não se deixa o espírito a meio.
Conselhos para perguntar melhor
A qualidade da resposta depende muito da pergunta. Formule uma coisa de cada vez e de forma concreta: não é o mesmo perguntar «vai correr-me bem?» ou «devo aceitar aquele emprego?». Evite encadear perguntas de sim ou não sem contexto, porque a entidade responderá com os símbolos e não com palavras. E não repita a mesma pergunta à espera de outra resposta: mude o enfoque ou passe a outro tema.
Ajuda também definir o tema antes de começar, amor, trabalho, família, futuro, mistério, e mantê-lo durante várias perguntas seguidas. As sessões com um fio condutor dão mensagens mais coerentes do que as que saltam de um assunto para outro.
O que esperar das respostas
As respostas são curtas, por vezes ambíguas e com um tom que depende da entidade invocada: um espírito não fala como um demónio. Interpretá-las faz parte do jogo. O que não vai encontrar são conselhos médicos, legais ou financeiros: a ouija online é entretenimento, e as respostas foram pensadas para intrigar, não para decidir por si.
Perguntas frequentes
A ouija online é perigosa? Não. Ao contrário do tabuleiro físico, em que muitas pessoas acreditam que se estabelece um contacto real, aqui as respostas são geradas pelo jogo. Pode jogar com a mesma intensidade com que vê um filme de terror, e com as mesmas consequências.
É preciso registar-se? Sim, para jogar é preciso ter conta. É grátis e serve para guardar os pontos, as sequências e os ponteiros que for desbloqueando.
Funciona no telemóvel? Sim. O tabuleiro adapta-se ao ecrã e joga-se igual com o dedo ou com o rato.
Posso jogar acompanhado? Claro. Embora o jogo esteja pensado para uma pessoa, é habitual jogar em grupo à vez para perguntar, que é como mais se aproveita.