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O que Significa o que Sonhaste

Interpretar sonhos é dos ofícios mais antigos que há: muito antes de existir qualquer consultório, as pessoas contavam ao levantar-se o que tinham visto a dormir e alguém lhes dizia o que trazia. O que se repetia de pessoa para pessoa — os dentes a cair, a serpente que aparece sem ruído, a água que sobe, quem já morreu e volta a falar contigo — acabou por formar um catálogo de símbolos que continua igual hoje.

Aqui contas o teu sonho pelas tuas palavras, tal como o recordas. Procuram-se nele esses símbolos e lê-se o que trazem aplicado ao que contaste: o mesmo sonho não diz o mesmo a quem o tem na véspera de uma mudança e a quem o tem no dia seguinte a uma discussão.

Como se lê o teu sonho

  1. Carrega em Contar o meu sonho e escreve-o enquanto te lembras. Não precisa de estar arrumado: vale como te vem.
  2. Marcam-se os símbolos que aparecem no teu relato. Pode haver um, dois ou nenhum reconhecível.
  3. Lês a interpretação na sua janela. Fica guardada: podes voltar a abri-la carregando no sonho.
  4. Podes contar seis sonhos por sessão. Ao sexto fecha-se o caderno e começa-se de novo.

Os Sonhos que Mais se Repetem

Estes cinco saem uma e outra vez, em qualquer país e em qualquer idade:

  • Sonhar que caem os dentes: algo que sustentavas está a soltar-se. Aparece mais em épocas de mudança do que de perda.
  • Sonhar com serpentes: algo se move perto de ti sem dar a cara. Nem sempre é uma ameaça; às vezes é um assunto que ainda não olhaste.
  • Sonhar com uma pessoa falecida: uma visita que não veio despedir-se. Quase nunca fala da morte, mas do que ficou por dizer.
  • Sonhar com água: o que arrasta e não se deixa segurar. Limpa ou suja, parada ou transbordada, muda a leitura por completo.
  • Sonhar que te perseguem: algo vem atrás e não para. O interessante não é quem persegue, mas que no sonho nunca te viras.

Recordar Melhor o que Sonhas

Os sonhos apagam-se nos primeiros minutos do dia. Para os trazer inteiros: conta-os antes de olhar para o telemóvel, começa pela última imagem de que te lembras e puxa para trás, e anota o que sentias mesmo sem saber o que acontecia. É essa sensação que mais pesa na leitura.

Lembra-te: interpretar sonhos é um passatempo de mistério, sem base científica verificável. As leituras convidam a olhar a tua situação de outro ângulo e não substituem qualquer consulta médica ou psicológica.